Obesidade Canina


Muitos cachorros estão acima do peso

Hoje trazemos este estudo publicado pelo jornal The Thelegraph, em que se apresentam números expressivos a respeito da atual condição física dos animais de estimação.

Segundo o colunista daquele tabloide, Roger Dobson, o número de pessoas obesas no Reino Unido cresceu significativos 400% nos últimos 25 anos. E o aumento de peso da população humana parece ter reflexos bem óbvios no excesso de peso dos seus animais domesticos.


Nessa pesquisa, em que 700 cachorros foram analisados, 59% estavam significativamente gordos, 20% eram clinicamente obesos e 39% estavam com sobrepeso.

O estudo verificou que todas as raças de cachorros estavam incluídas nessa condição.

O aumento contumaz de peso nos animais domésticos pode ser explicado pela dieta errada e a diminuição, ou até mesmo a falta, de exercícios físicos.

A condição afeta desde filhotes de cachorro até animais adultos.
Cabe lembrar que esse excesso pode trazer consequências como a artrite ou até mesmo afetar a longevidade do animal.

Atitudes como alimentar o cãozinho com sobras das refeições, ou dar-lhe petiscos o tempo todo, são cruciais no ganho de peso. 

Devemos lembrar que os cãezinhos não sabem dizer não à comida. Diferentemente dos donos, um cachorro não sabe que aquela não é a sua última refeição.

O instinto dos animais os impele a adquirirem e absorverem todos os nutrientes e calorias possíveis. É a maneira como a natureza os programou para sobreviverem.

Dessa forma, alimentando-se ao máximo sempre que existe comida a sua disposição, o cachorro pode, teoricamente, permanecer durante mais algum tempo sem comer nada, caso seja difícil achar alimento.

Óbvio que hoje em dia (e principalmente tratando-se de cachorros domesticados) não é necessário comer tudo de uma vez para evitar a desnutrição.

Por isso todo o excesso de víveres que os donos colocam à disposição do cachorrinho traz como consequência o aumento de peso.

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Segundo o estudo, os animais que recebiam sobras de comida (do almoço e do jantar, principalmente), pareciam mais propícios a apresentarem obesidade, enquanto os que recebiam lanches e guloseimas, apresentavam excesso de peso.

Ainda, pelo estudo verificou-se que famílias de menor poder aquisitivo alimentavam mais frequentemente seus animais com sobras de suas refeições principais, o que se refletia no seu peso corporal.

Pessoas mais velhas eram mais propensas a alimentá-los principalmente com guloseimas. Alguns cães comiam entre 6 e 12 biscoitos por dia.

Para piorar, os cachorros obesos se exercitavam bem menos por semana, agravando o quadro. 

No entanto, descobriu-se que para cada hora diária de exercício, o risco do cão ficar obeso diminuía 4%. Ou seja, apenas o exercício já era suficiente para melhorar o quadro.

Hoje em dia várias autoridades da área da saúde alertam que a obesidade pode estar se tornando o grande mal do século. Infelizmente alguns donos além de não cuidarem da própria saúde parecem estar relegando ao segundo plano a saúde de seus bichinhos.


Um estudo similar na França informa que 39% dos cães estão obesos, enquanto que na Austrália, 41% estão no mesmo caminho.


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Diante desse quadro, a nossa dica só poderia ser uma: alimente de forma racional seu cachorrinho.

Um cachorro tem necessidades nutricionais bem específicas. Não importa o quanto ele peça e implore por comida, sua alimentação deve ser balanceada.

Algumas pessoas se sentem culpadas quando estão à mesa e o cachorrinho parece implorar com os olhos um pedacinho do bife. Nessas situações, o melhor é afastá-lo da sala de jantar enquanto você se alimenta.

Até porque o cachorro fica ansioso e faminto sempre que vê o dono comendo. Isso pode causar danos à saúde, se se repetir indefinidamente, além de ser bastante estressante para o cão.

Estabeleça horários de refeição similares aos seus, de forma que sempre que estiver almoçando, por exemplo, seu cachorro também o esteja, de preferência em um local distinto. Isso o impede de ficar olhando angustiado para seu prato.

Até breve!



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