Por que maltratamos os animais?


Maltratar animais é crime

Talvez movidos por uma lei frouxa que não chega a meter medo, ou talvez movidos por alguma desavença interna e pessoal, o fato é que algumas pessoas não conseguem saciar sua sede de maltratar animais indefesos, incorrendo nesse crime (sim, maus-tratos aos animais hoje é crime previsto em lei) com naturalidade e nenhum remorso.

Adestramento de Cães, hoje, posta um artigo de opinião a respeito desse assunto.

Quem sabe levados pela certeza de que sairão impunes, esses criminosos convivem conosco na mesma sociedade que frequentamos; são às vezes nossos vizinhos, talvez parentes próximos, e não raro vivem a vida de forma aparentemente honesta e correta. Apenas com uma única exceção: ferem, torturam, mutilam animais ou para isso contribuem através de atos ou omissão.

Infelizmente parece, às vezes, que existe no homem a raiz de todo o bem, juntamente com a raiz de todo o mal. 

É impressionante que muitas pessoas passem pelo mundo sem ter experimentado sequer uma pequena parcela da grande amizade que essas criaturinhas podem proporcionar.

Parece bastante difícil acreditar que alguém viva uma existência inteira sem reconhecer o carinho que eles dedicam a uma pessoa, sem nada pedir em troca a não ser um pouco de atenção.

Sabemos de várias histórias de pessoas que foram resgatadas de situações difíceis (do vício ou abandono, por exemplo) pela atenção que um bichinho de estimação lhe dedicou.

Em contrapartida, vemos outro tanto de exemplos de pessoas que ocupam a sua vida com o objetivo único de destruir qualquer vestígio de carinho no mundo.

Mas por que agem assim?

Existem estudos científicos que comparam os crimes cometidos por psicopatas às suas atitudes na infância e adolescência. Segundo estudiosos, observou-se uma grande probabilidade de que o criminoso, já na juventude, tivesse a inclinação assassina de mutilar ou torturar animais domésticos.

Se dava pouca importância à vida do animalzinho, quando jovem, menor importância ainda era dada à vida humana, quando finalmente se tornava maduro - o que lhe facilitava o crime.

Não significa, no entanto, que qualquer criança que maltrate um bichinho de estimação irá necessariamente se tornar um psicopata. E é justamente isso o que mais intriga nessa questão.


Pessoas aparentemente normais, que jamais desenvolveram qualquer atitude perigosa, empenhadas no maltrato às criaturas indefesas.

Nesse sentido, acredita-se que a carência afetiva de algumas crianças (ou porque os pais são ausentes, ou por não serem muito carinhosos) também pode refletir nas suas atitudes em relação ao mundo.

Até mesmo no seu comportamento futuro, na maneira como formarão os laços afetivos - e aqui se incluem os laços que os prendem aos animais de estimação.

Leia também: Filhotes - 10 dicas úteis (parte I)

Essa explicação acaba fazendo algum sentido, pois o mundo em que vivemos hoje é cada vez mais corrido e competitivo, fazendo com que as famílias se apartem por mais tempo.


Veja que algumas crianças passam a maior parte do dia entre estranhos (na escola ou em outras atividades), e só encontram os pais à noite, quando esses chegam exaustos do trabalho.


Lógico, isso não serve de desculpa, mas é uma justificativa plausível para o tema.

A pouca atenção que dedicamos aos filhos hoje pode fazê-los criarem laços mais frouxos de estima, o que redundará em pessoas menos amáveis, talvez mais ansiosas e violentas, no futuro.

O mais certo é que a explicação concreta para a violência gratuita, o abandono e a indiferença contra essas criaturas talvez jamais seja encontrada tão facilmente assim. Mas é nossa obrigação nos questionarmos (a sociedade como um todo) na tentativa de estabelecer um motivo.


Porque dificilmente alguém ocupará uma parcela significativa do seu tempo para, gratuitamente, maltratar um bichinho indefeso. Algum motivo deve haver. O homem é um animal movido por motivações pessoais. Isso é fato.

E o que podemos fazer? Sabe-se que quem cala, consente. Então nossa maior obrigação é não ficarmos em silêncio; é denunciar e procurar as autoridades, fazendo valer a lei.

Que ainda é muito pouco severa. Mas é tudo o que, legalmente, temos para protegê-los.

E você, o que pensa disso?

E o que você faz para ajudar a combater?



Artigos relacionados: