Veja trailer do Filme Mato sem Cachorro e descubra um pouco mais sobre narcolepsia canina

mato sem cachorro

Veja o trailer oficial do filme Mato Sem Cachorro, estrelado por Bruno Gagliasso, Leandra Leal, Danilo Gentili e Rafinha Bastos, entre outros.


O filme conta a história do cachorrinho Guto, que quase é atropelado por Deco (Bruno Gagliasso).

Guto sofre de narcolepsia canina, uma condição clínica que o faz desmaiar sempre que sofre uma emoção muito forte.


No mesmo dia, ele conhece a radialista Zoé (Leandra Leal), que se torna seu grande amor. A partir daí, a história conta as idas e vindas do relacionamento desses três.

O filme é a pedida perfeita para a família toda. Estreia dia 4 de outubro deste ano.

Pensando nisso, Adestramento de Cães resolveu trazer algumas informações acerca dessa condição em cachorros, que tem sido estudada há algum tempo pela medicina veterinária.

Você sabe o que é narcolepsia canina?

A narcolepsia atinge um grande número de pessoas ao redor do mundo. O que parece ainda novidade é o seu diagnóstico em cães.

A característica mais comum dessa condição é a intromissão de algumas das características do sono REM nos momentos em que o cachorro está em vigília, isto é, desperto.


Na fase REM do sono ocorre a atonia, quando os músculos do animal se relaxam completamente, imobilizando-o.

Embora durante essa fase ele ainda possa mover partes do corpo, isso não quer dizer que ele esteja em condições de se movimentar. O que ocorre é que algumas contrações causam espasmos musculares rápidos e insistentes.


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A intrusão do sono REM em momentos de vigília pode ser causada por um defeito genético, devido a uma mutação que atinge um receptor para um neurotransmissor, chamado hipocretina (ou orexina).

Esse neurotransmissor é responsável para manter o animal acordado. Logo, quando ele é produzido deficientemente o cãozinho não dispõe de material suficiente para manter-se desperto.


Quais as características da narcolepsia?

Algumas vezes os episódios são parciais. Nesses casos, podem ocorrer dormência e atonia nas patas posteriores, forçando-o a se sentar. 

Nos casos de ataques completos, há a paralisia de quase toda a musculatura esquelética durante alguns minutos.

Geralmente o animal se recupera sozinho e, algum tempo depois, nada em sua atividade indica que tenha passado por um acesso narcoléptico.

Em alguns casos, quando não ocorre o ataque, o animal pode apresentar um quadro de cansaço e apatia. Muitos donos podem suspeitar que seu cachorro seja muito preguiçoso, o que não é o caso


O grande problema dessa condição é que, durante os acessos, o bichinho pode ser colocado em risco, ao atravessar uma rua, por exemplo, ou ao tentar fugir de alguma ameaça. Sem poder se movimentar, ele fica indefeso.


Como identificar a narcolepsia canina?

O cachorrinho pode apresentar a condição sempre que confrontado com emoções fortes, geralmente positivas, como a hora da refeição, do passeio ou das brincadeiras. 

A gravidade dos ataques irá depender da severidade da deficiência de funcionamento do neurotransmissor, e do tipo de emoção sofrida.


Como tratar a narcolepsia canina?

Já existem testes que podem detectar a condição, não sendo necessário aguardar os acessos para confirmar. De qualquer forma, o teste pode ser utilizado na confirmação da doença.

O tratamento é à base de antidepressivos e outros remédios, que têm a capacidade para manter o animal alerta durante as horas de vigília.

É possível que seu cachorrinho tenha uma vida normal, se devidamente medicado. O importante é detectar a doença antes que o animalzinho sofra riscos desnecessários.
Agora que você já conhece um pouco mais sobre a narcolepsia canina, o melhor é aguardar a estreia do filme, que certamente vai garantir boas risadas.