Identificação de animais


Identificar o animal previne sua perda

Perder um animal de estimação é uma experiência muito dolorosa. Quem já passou por ela sabe bem o que é esse misto de tristeza, dor e impotência.

A identificação permanente do cão ou do gato é a atitude mais confiável para garantir reencontros felizes e ainda auxilia a controlar a super população e o abandono desses animais, dois grandes desafios do século XXI.

Durante décadas, a identificação e o registro de nossos amigos de quatro patas foram feitos unicamente com a utilização de plaquetas com nome e telefone ou por tatuagens. 

Mas a partir da década de 1990, isso mudou, com o uso do microchip em países como a Inglaterra.

O chip é um transponder, ou seja, um dispositivo eletrônico de comunicação, com um código exclusivo e inalterável, encapsulado em vidro cirúrgico e do tamanho aproximado de um grão de arroz. 

A aplicação é simples e indolor, feita com uma seringa especial. Nada de anestesia geral e animais desmaiados por horas. 

Técnicos e especialistas são unânimes sobre a importância de identificar e registrar cães e gatos de uma determinada cidade ou região. 

Na verdade, a medida é essencial para o planejamento de políticas de saúde pública e controle de zoonoses, como a Leishmaniose Visceral.




O chip também é o instrumento legal para se conhecer e avaliar os proprietários, responsabilizando-os, quando necessário. 

“Com o animal microchipado você tem esses dados comprovados e pode saber quem é o proprietário. 

Então, com respaldo oficial e baseado na legislação, é possível autuá-lo por abandono.”, explica Adriana Lopes Vieira, ex-diretora dos CCZs de São Paulo e Guarulhos.

Caso o fujão tenha sido capturado ou entregue a um CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), será fácil confirmar se ele possui um dono, caso tenha um microchip. 


As clínicas veterinárias, devidamente equipadas com leitores, participam desse processo e contribuem muito na hora de encontrar e retornar o pet para seu verdadeiro lar. 

Segurança para o animal - Tranquilidade para você

Bianca Carvalho, moradora do bairro do Ipiranga na capital paulista, em um descuido com o portão, perdeu seu poodle Pipo, em janeiro deste ano. 

Inconsolável, passou a procurar o animal de 12 anos de todas as formas: fez cadastros em vários sites, distribuiu cartazes, foi ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), tudo em vão. 

Pipo não portava nenhum tipo de identificação. 

“Ele nunca saía de casa, a gente não imagina que pode acontecer conosco”, lamenta.

Recentemente, enquanto buscava em um site que ajuda cães perdidos e abandonados a encontrarem um lar, viu a foto de um poodle com um sinal peculiar no focinho, e teve a certeza: era Pipo! 


Procurou os responsáveis pelo site que informaram que o animal havia sido adotado em março, mas se recusaram a fornecer os dados dos novos donos, alegando questões éticas. 

Bianca não tem como provar que Pipo é seu, o que seria simples se ele tivesse uma identificação permanente como um chip. 


“Nunca soube da necessidade de colocar microchip. Ele vivia com nossa família desde os dois meses de idade, foi realmente uma fatalidade”, diz em lágrimas Bianca.

Uma identificação permanente evitaria todo esse sofrimento. 

Caso portasse um microchip, o poodle branco com listras caramelo, já com a idade avançada e cego, poderia estar na companhia de sua dona nesse momento. 

Ela poderia procurar com mais elementos no CCZ, e quando o animal chegasse lá, seria devolvido; poderia ainda provar a um eventual adotante que se tratava de seu Pipo, sem maiores complicações. 



Agora, Bianca depende de fatores imponderáveis para ter chances de reencontrar seu grande companheiro. 

(fonte: ARCA Brasil - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal).