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sábado, 27 de julho de 2013

Como o cachorro pega raiva?

Como é transmitida a raiva?


A forma como o cão pega raiva já é conhecida da medicina veterinária. A raiva é transmitida ao cachorro através da mordedura de outro animal contaminado. O contágio se dá pela saliva, que transmite o vírus da raiva.

Ao morder o ser humano ou outros animais, o vírus é inoculado rapidamente, ocorrendo dessa forma o contágio.


Neste artigo, de Adestramento de Cães, iremos compreender como se transmite a raiva, quais os sintomas e como prevenir e tratar.

O que é raiva?

A raiva é uma doença grave, transmissível aos mamíferos, de uma forma geral, e ao ser humano. É extremamente mortal, e uma das maiores causas de óbito entre cães. 

Seu causador é um vírus altamente infectante (virulento). Seu difusor no Brasil geralmente é o morcego hematófago (vampiro) desmodos rotundusNos centros urbanos, o cachorro é o maior agente propagador.

Cabe lembrar que a raiva não se transmite apenas através da mordida de um cachorro contaminado. O simples contato com sua saliva já pode ser suficiente para que o vírus seja inoculado no organismo. A saliva, ao entrar em contato com um arranhão, um machucado ou qualquer local exposto do corpo, transporta o vírus da raiva muito rapidamente.


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A movimentação do vírus no corpo, não importando a forma como nele penetrou, é sempre em direção ao sistema nervoso central. Seu tempo de incubação no novo hospedeiro irá variar de acordo com o local e a quantidade inoculada.


Quanto mais próximo do cérebro for o local da inoculação (cabeça, pescoço, membros superiores), mais breve o tempo de incubação.

Quais os sintomas da raiva no cachorro?

Antes de se manifestar a doença, o cachorro pode dar alguns sinais de que algo não vai bem.

Ele muda seu comportamento, deixando de ser alegre e disposto para se tornar muito quieto e tímido.


O contato com o dono pode se tornar particularmente perigoso nesse momento, pois, antes da doença se manifestar, o cão já pode transmiti-la aos outros animais, inclusive aos humanos. Cerca de 14 dias antes da manifestação o contágio já é possível.

Com o tempo, o mal vai avançando e o dono do animal contaminado consegue observar outros sinais da doença. 

É possível que ele ainda não esteja agressivo. Porém, ele instintivamente irá procurar o dono, solicitando auxílio contra o sofrimento.


Seu apetite começa a se alterar, fazendo-o comer e rasgar tudo o que está perto, como roupas, a própria cama, etc.

Logo a seguir ele recusa alimentação ou água, por não mais ter condições de deglutir.

A salivação é resultado direto dessa dificuldade e toma conta da sua boca, chegando a formar espuma.

Outro sintoma dessa fase da doença é o uivo prolongado, ou ganido. O cachorro não late, apenas uiva de forma agoniada.

A partir daí ele procura fugir. Essa fuga parece ser determinada pelo próprio instinto do animal em não ferir os humanos da sua matilha.
Fugindo ao seu contato, ele procura preservar a saúde da família, evitando mordê-la.

Nesse momento, o cachorro atinge a fase mais agressiva da moléstia, apresentando um olhar desvairado e procurando atacar qualquer criatura que cruze seu caminho.

Por último, o animal tem a cauda caída e baba abundantemente uma espécie de espuma, caminhando de forma contínua até cair esgotado. Manifestações convulsivas tomam conta do seu corpo até o momento do óbito, em 3 ou 4 dias.


Sintomas da raiva no homem

No homem, como nos animais, quando a raiva se manifesta já não há mais possibilidades de cura, sendo certo o óbito.

A doença dá seus primeiros sinais através de uma febre leve (a partir de 38 graus) e dor de cabeça.

A enfermidade irá evoluir com febres mais elevadas, chegando a 40 ou 42 graus, causando inquietação e agito.


Logo em seguida o paciente começa a sofrer espasmos na laringe e faringe. Esses espasmos causam muita dor e dificuldade de engolir e respirar.

Com a evolução, os músculos dos membros superiores e extremidades também se convulsionam intermitentemente, gerando tremores generalizados. Há, então, taquicardia e parada respiratória.

Durante o período agudo da doença, qualquer tipo de alvoroço (agitação de luzes, de sons, etc.) pode ofendê-lo e o desafiar.


Nesse momento, a hidrofobia acomete o paciente, que sofre convulsões fortíssimas ao ver ou tentar beber água. Essa reação não acomete o cachorro, apenas o homem.

A doença também causa ataques de pavor e depressão nervosa, levando o paciente a vociferar, gritar e agir de forma agressiva e furiosa. São comuns as alucinações, baba e delírios.

É possível que a agitação dure entre 3 e 4 dias, seguindo-se de paralisia. Essa paralisia aparece rapidamente, acometendo o ser humano de forma mais acelerada do que os animais.

Ocorre, então, paralisia no rosto (língua, músculos da deglutição, oculares) e extremidades. Essa condição acaba por atingir o resto do corpo.

De qualquer forma, a evolução, tanto nos homens quanto nos animais, é fatal.

Como evitar a raiva?

O único método conhecido para evitar a contaminação pela raiva é vacinar o animal. Além disso, é muito importante impedi-lo de ter contato com cachorros suspeitos de estarem infectados.


A partir do terceiro mês de vida, o filhote já pode receber a primeira dose da vacina.


Ela é obtida ao se isolar o vírus, inativando-o em sua agressividade e patogenicidade.

O objetivo é torná-lo inofensivo, mas capaz de estimular os anticorpos do organismo onde foi inoculado.

A vacinação humana deve ser utilizada apenas como medida terapêutica, caso este tenha sido exposto ao vírus.

A urgência na vacinação, nesse caso, é importante, bem como a dosagem correta - de acordo com a gravidade do quadro.

A inoculação da vacina deve ser feita antes que a doença se manifeste, pois assim o organismo humano irá formar anticorpos com antecedência - antes que o vírus atinja o sistema nervoso.

Agosto - mês dos cachorros loucos

A raiva costuma manifestar-se mais durante o mês de agosto. Nessa época, devido ao clima ameno, há mais cadelas no cio, o que causa um ajuntamento de cães ao redor delas. Fica mais fácil o contágio, caso um deles seja portador da doença.

Cuidados e prevenção à raiva

O ideal é que não nos aproximemos de cachorros que manifestem algum tipo de agressividade. Também é aconselhável não deixar os animais domésticos soltos na rua, onde podem ser atacados por cães contaminados.

Outra forma de prevenção é observar sempre o comportamento do seu pet. O ideal é mantê-lo sob observação, caso ele esteja transtornado, ou agindo de forma diferente.

A vacinação é a única forma de evitar a doença.

Mantenha seu cachorrinho sadio, vacinado e sempre sob sua proteção. Lembre-se que, uma vez que se manifeste, a doença é fatal e o bichinho deverá ser sacrificado.

Até Breve!