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sábado, 3 de agosto de 2013

Cachorros pequenos para apartamento - 5 raças

Cachorros pequenos para apartamento

Quais as melhores raças para apartamento?

Algumas pessoas até gostariam de ter um cachorrinho, mas não sabem que raça escolher, por acharem que têm pouco espaço em casa.

Outras, ficam em dúvida quando o assunto é o comportamento e os cuidados com o animal.

No entanto, nem todo cachorro precisa de uma área grande para viver confortavelmente, e nem todo cão é agitado a ponto de precisar viver em áreas maiores.

De fato, algumas raças até preferem pouco espaço.

Como a maioria da população vive nas cidades, em apartamento, imaginam que os cachorros pequenos sejam a melhor escolha.

Pensando nisso, Adestramento de Cães organizou um guia das raças mais indicadas para espaços pequenos, levando-se em conta os latidos, a higiene e o comportamento do animalzinho.

Se você está pensando em adquirir um cão de pequeno porte, não deixe de ler, também, este artigo: Cachorros pequenos - como cuidar deles?, um guia dos cuidados necessários com esses mascotes pequeninos.

Além disso, tenha em mente que, hoje em dia, é possível até mesmo comprar em uma Pet Shop Online a raça de cachorro que você escolher.

Por fim, veja outras 5 raças de Cachorros pequenos para apartamento (Parte II).



Leia também:

No artigo de hoje, iremos conhecer 5 raças bem adaptadas a apartamentos, conhecendo seus hábitos, temperamento e curiosidades.

5 raças ideais para apartamento:

1) Affenpinscher

A maior virtude desse cachorro é o fato de ser hipoalergênico, ou seja, há uma menor probabilidade de causar alergia aos membros da família.

Trata-se de uma raça antiga. Há registros dele na Europa, sobretudo Alemanha, por volta do século XVII. Originalmente era utilizado no combate aos ratos e outros roedores.

Com o tempo, deixou de caçar ratos no campo, e passou a caçar ratos no interior das casas, sendo, posteriormente, desenvolvido para a companhia das famílias.

Pela aparência, o Affenpinscher era conhecido como cão macaco, na Alemanha, e diabinho bigodudo (diablotin moustachu), na França.


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O desenvolvimento da raça pode ter sido iniciado no século XV, quando há o registro da existência de um cão Affen, de porte maior e com outras cores.

Logo depois, parece terem sido realizados cruzamentos entre ele e o Schnauzer, o que gerou um tronco comum.

Além do Schnauzer, o Affenpinscher pode ter sido cruzado com outras raças, como alguns cães russos e terriers alemães. Ele pode, ainda, ter sido cruzado com o Pug, originando o Griffon Bruxelois (Grifo da Bélgica).

Fisicamente é um cão pequeno e compacto, de cerca de 25 cm a 30 cm e pesando entre 4 kg a 6 kg. A cabeça apresenta-se predominantemente arredondada, com a testa proeminente. Sua cauda deve ser ereta, em formato de sabre. O focinho é curto e reto, apresentando narinas bem abertas, o que lhe confere uma expressão de macaco.

Seus olhos são escuros e redondos, emoldurados por pelos ásperos. Aliás, todo sua pelagem é áspera, apresentando-se bastante densa.

Affenpinscher: um cão exótico
Esse cachorro é também famoso pela barba longa, maior do que o restante da pelagem.

Seu temperamento é mais semelhante ao dos Pinschers e Schnauzers. Demonstra boa sociabilidade, embora goste de provocar cachorros maiores. Deve ser observado de perto quando passeia fora de casa.


Com o dono, demonstra-se leal e ativo, sendo a curiosidade uma marca bem pessoal. Além disso, gosta muito de brincadeiras e de se meter em aventuras.

Seu adestramento não é muito fácil, pois o Affenpinscher é conhecido pela sua teimosia e obstinação.

Trata-se de um cão inteligente, mas pouco afeito ao aprendizado, o que faz sua educação ser demorada, por vezes. Deve receber um treinamento firme, pois pode se tornar um cachorro muito territorial com o local onde vive e seus brinquedos e alimentação.

Sua indicação para apartamentos e espaços pequenos se deve a seu gosto por ficar sempre dentro de casa. Com efeito, não é muito fã de passeios, preferindo interagir com a família no interior da residência.

Seu pelo espesso deve ser tratado regularmente com escovadas enérgicas. Fora isso, necessita dos cuidados básicos que qualquer outro animalzinho de estimação.

2) Pug

É uma das raças braquicefálicas (cara achatada, sem focinho), em miniatura. Essa condição pode causar problemas de respiração pela dificuldade em fazer a troca de ar.

Pug: uma raça braquicefálica
Provavelmente de origem Chinesa, é um cachorro compacto e de aspecto quadrado, que deve pesar entre 6,3 kg e 8,1 kg, quando adulto.

Como características físicas, chamam a atenção a cabeça arredondada, grande e solida; a testa enrugada e o focinho achatado e quadrado. O rabo é pequeno e espiralado.

Na China, a busca dos criadores era o padrão de rugas na testa que representasse, pela semelhança, alguns símbolos do alfabeto chinês, em especial da palavra príncipe - formada por 3 rugas.

A pelagem do Pug é lisa, fina, curta e macia, requerendo poucos cuidados, além de uma escovação ocasional.

O Pug é essencialmente um cachorro de companhia. É fiel ao dono e, com ele, se torna inseparável.

Trata-se de um cachorro muito sociável, adaptando-se a pessoas estranhas e ambientes diferentes. É dócil e meigo.

Não late em demasia, e quando o faz, o som é parecido com um grunhido, ou ronco, o que o faz uma boa opção para apartamentos, visto ser silencioso.

É mais amigo de uma soneca do que de um passeio. Aliás, em passeios, não deve ser muito exigido, pois cansa rápido, por não ter grande resistência física.

Mesmo assim, por ter tendência à obesidade, necessita de exercícios moderados e uma nutrição bastante equilibrada.

Outra característica bem conhecida do Pug é o som que o acompanha o tempo todo, uma espécie de arfar constante.

Pugs são extremamente sensíveis às intempéries. Mais do que isso, podem sofrer de hipertermia, em dias muitos quentes.

Seu pelo é trocado com bastante frequência, o que requer escovações assíduas, além de cuidados com a pele. As rugas devem ser limpas a cada 3 dias, evitando o acúmulo de umidade, o que pode causar a proliferação de fungos.

Por outro lado, são muito carinhosos, sem serem extremamente carentes, apreciando a companhia da família, principalmente a de crianças.

Adaptam-se bem a outros animais de estimação, preferindo a coexistência pacífica. Adoram um colo, onde se aconchegam para passar horas dormindo.

3) Boston Terrier

Boston Terrier: adora apartamentos
Acredita-se que o  Boston Terrier seja o primeiro cachorro desenvolvido inteiramente nos Estados Unidos, tendo sido criado em Boston, Massachusetts.

A formatação da raça pode ter incluído o Buldogue Francês, o Pit Bull Terrier, o Bull Terrier, o White English Terrier e o Boxer. 

Esta é uma raça que se adapta muito bem a ambientes diferentes, e que adora apartamentos e casas pequenas, onde se sente mais aconchegado. 

O Boston prefere passeios curtos em parques, onde pode correr e brincar bastante. Apesar disso, não precisa de muitos exercícios.

Não é um cachorro para viver no exterior, ou em canis, pois é sensível às intempéries. Por não se adequar a temperaturas extremas, o Boston pode sofrer tanto com o frio excessivo quanto com o calor. 

Além disso, eles são muito apegados aos donos e podem ficar deprimidos se forem mantidos do lado de fora.

Fisicamente pode ser descrito como um cão compacto, com uma cabeça grande, mas sem rugas, e olhos igualmente graúdos. As orelhas são desfraldadas e o focinho geralmente é escuro. Seu pelo é fino e curto, e traz a vantagem de não sofrer muitas trocas.

No país, a cor preto com branco é a mais vista, mas existe, também, a marrom com branco, a tigrada com marrom, e até o vermelho com marrom.

O Boston Terrier é um cachorro sem um cheiro muito marcante.

Essa raça adora crianças e se dá muito bem com outros animais. O Boston vai querer sempre agradar o dono, fazendo palhaçadas para vê-lo feliz. Não é um bom cão de guarda, pois adora receber as visitas, mesmo as indesejadas.

Tranquilo e carinhoso, ele se transforma rapidamente no melhor companheiro da família, zelando por ela e se dedicando ao máximo.

Criadores da raça sabem que, por ser um cachorro manso, dificilmente fica irritado. Mesmo irritado, no entanto, costuma não reagir, preferindo sair de perto de quem o incomoda.

Por ser uma das raças braquicefálicas, pode apresentar os mesmos problemas de respiração que o Pug e o Buldogue Francês. Pode, também, ter problemas oculares, como úlceras de córnea e catarata, além de surdez (essa condição é mais comum em Bostons de olhos azuis).

É uma raça muito fácil de adestrar, demonstrando muita dedicação no aprendizado. Recomenda-se o reforço positivo, o que vai fazê-lo perceber rapidamente o que você deseja.

A pelagem curta do Boston torna-o um cachorro de fácil cuidados, sendo necessárias algumas escovações.
 

4) Buldogue Francês

Trata-se de uma raça que recebeu a contribuição de 3 países: a Inglaterra, com o Bulldog; a França, com a padronização francesa dele; e os Estados Unidos, com a transformação das orelhas de morcego.

Buldogue Francês: muito alegre
Normalmente alegre, o Buldogue Francês demonstra companheirismo e docilidade quando está ativo. É fiel ao dono, e reconhecidamente inteligente.

Por ser um cão de companhia, ressente-se se não lhe dão contato humano.

Gosta de sair para se exercitar, mas não precisa de muitas atividades, permanecendo feliz dentro de casa.

Discretíssimo, geralmente não late muito, mantendo o silêncio na maior parte do tempo, com exceção dos roncos ao respirar.

É um cachorro calmo na maioria das vezes, demonstrando, no entanto, instintos territorialistas com relação a outros animais, principalmente cachorros do mesmo sexo. A castração e o adestramento auxiliam nesse ponto.

A tendência é escolher um dono preferido na família. Mas ainda assim irá demonstrar afetividade a todos da casa, preferindo o contato com todos os integrantes da família. Adora permanecer no colo, recebendo carinho e demonstrando seu afeto.

Assim como o Boston Terrier, não é um cachorro indicado para a guarda, pois irá receber a todos com alegria, mesmo estranhos. É comum lambê-los insistentemente.

Criadores explicam que essa atitude é uma grande demonstração de afeto. O Buldogue Francês irá trazer seus brinquedos para que as visitas interajam com ele. É um comportamento distinto entre as demais raças, pois a grande maioria dos cachorros não tolera dividir seus brinquedos com estranhos.


O adestramento não é o mais fácil. O Buldogue não costuma ser muito obediente. Além disso, é um destruidor por natureza, roendo móveis, cortinas e almofadas.

Os comandos que aprende devem ser repetidos muitas vezes até a assimilação. E, mesmo assim, podem esquecê-los, se não receberem constante repetição de aprendizagem.

Por não ser um cachorro muito agitado, alguns exemplares surpreendem quando demonstram muito alvoroço. Quando isso ocorre, devem ser contidos, pois perturbações muito fortes podem fazê-los apresentarem problemas cardiorrespiratórios.

Embora muito semelhante ao Boston Terrier, o Buldogue Francês apresenta algumas diferenças.

O Buldogue tem rugas no focinho, enquanto o Boston apresenta a cara lisa. Este, em compensação, tem bem menos queda de pelos, enquanto o Buldogue troca a pelagem com frequência.

Bostons são mais delgados e sensíveis, enquanto os Buldogues apresentam um corpo mais compacto, com orelhas arredondadas nas extremidades, enquanto aqueles as apresentam pontudas.

Outra diferença é relacionada ao temperamento; Bostons são mais agitados e encrenqueiros, enquanto os Buldogues são bem mais calmos e pacatos.

5) Lhasa Apso 

É uma das raças mais antigas que existem. Há relatos desses cachorros sendo criados em mosteiros no Tibet. 

Lhasa: uma raça muito antiga
Eram cães de guarda nesses mosteiros, alertando sobre a presença de visitantes com seu latido agudo e insistente.

Acredita-se que seu nome ocidental seja derivado da palavra tibetana Rapso, cabra (por causa do pelo). 

Os primeiros exemplares foram vistos no ocidente por volta de 1930, presenteados pelo 13o. Dalai Lama. 

Muito apreciado pela beleza do pelo e por causa do seu tamanho diminuto, o Lhasa é um cachorrinho de temperamento muito forte.

Demonstra uma independência pouco vista nas demais raças, sendo, por vezes, teimoso e obstinado em seguir seu próprio caminho, talvez até desafiando o dono.

Adora aventuras, não desprezando um bom passeio. Nos exercícios, demonstra muita resistência, cansando-se apenas depois de muita agitação.

Com o dono, vai sempre se mostrar companheiro e dócil, preferindo sua companhia em tempo integral. Ele vai se adaptar ao resto da família e sentir-se incluído em todas as atividades diárias.

No entanto, não gosta da presença de estranhos, desconfiando durante muito tempo de qualquer visita, mesmo as recorrentes. O que ele gosta é do contato com crianças, embora seja sensível e deva ser manuseado com muito cuidado.

Ele irá reagir na proporção da injúria que receber, devendo, portanto, ficar longe de crianças muito pequenas, preferindo-se, nesse caso, as mais crescidas.

O Lhasa irá se adaptar muito bem em casas e apartamentos pequenos. Ele não deve ser criado ao ar livre, ou em canis, pois tende a apresentar problemas de saúde se exposto a temperaturas extremas.

O pelo deve receber escovações constantes, no mínimo a cada 2 dias, evitando-se, assim, que embaracem ou fiquem muito crespos.

O dono de um Lhasa terá em mãos uma das criaturas mais dedicadas que existem, devendo, contudo, respeitar seu temperamento e aprender bastante sobre sua índole.

Cachorros pequenos

Não apenas os cachorros de menor porte são indicados aos espaços pequenos. Cães maiores também podem se adaptar bem. O importante, nesses casos, é mantê-los exercitados, provendo-os de passeios ao ar livre, de sol e da companhia de seus semelhantes.