Labrador adota esquilo

Labrador adotou filhote de esquilo

Um labrador chamado Hoss apareceu em casa com duas pequenas surpresas na boca: 2 filhotinhos de esquilo. Mas ele não os havia caçado.

Seu dono, morador dos Estados Unidos, acredita que os esquilos teriam sido abandonados pela mãe, e Hoss os teria socorrido, trazendo-os para casa.

A história aconteceu em setembro deste ano.


Onde vive o cachorro

Cães instintivamente acreditam que o local onde vivem é um lugar seguro. Portanto não é difícil entender por que Hoss trouxe os dois filhotinhos diretamente para casa.

Como ele tem todas as suas necessidades satisfeitas (abrigo, comida, companhia), ele compreende que o mesmo irá acontecer com os outros animais.

E foi o que aconteceu com Jack e Jill (nomes famosos nos Estados Unidos). Jill (a fêmea), não conseguiu resistir durante muitos dias e acabou falecendo. Jack, no entanto, seguiu crescendo e se desenvolvendo.

O labrador e o pequeno esquilo se tornaram amigos inseparáveis.

De acordo com o dono, o roedor será solto na floresta tão logo consiga alimentar-se de comidas sólidas.

Mas, de qualquer forma, resolveu construir um pequeno abrigo no lado de fora de casa, para quando o esquilo resolver fazer uma visita ao melhor amigo.

Inimigos naturais


São inumeráveis as histórias de animais que se prendem em laços de camaradagem, embora sejam de espécies diferentes. São conhecidas histórias, até, em que os laços de amizade se dão entre inimigos naturais.

Para que isso ocorra, no entanto, devem haver alguns requisitos indispensáveis:

1) Alimentação farta. Nenhuma espécie aceita conviver pacificamente com outra se não houver abundância de alimento ou, no mínimo, o suficiente para a própria sobrevivência.

Mesmo entre os animais herbívoros pode haver concorrência por comida ou uma fonte de água. Entre predadores, então, a situação é mais grave.


No reino selvagem, dificilmente um predador demonstra compaixão ou amizade por um animal de espécie diversa.

2) Segurança. Ao sentir que está seguro, o animal entende que vale a pena arriscar conhecer outra espécie.

Em ambientes conturbados ou que representem algum risco real ou imaginário, é algo muito raro o crescimento de camaradagem entre espécies diferentes.

A competição pela segurança força o animal a buscar sua própria sobrevivência, condenando à morte a outra espécie, se for necessário.

Em situações muito arriscadas é comum mães sacrificarem um filhote menor para que o outro maior tenha chances de se desenvolver.


É o caso, por exemplo, de leoas atacadas por bandos mais numerosos de hienas, e que abandonam atrás de si um filhote pequeno e indefeso, para que os outros filhotes sobrevivam. E isso que pertencem à mesma espécie.

3) Abrigo. Como os animais percebem que há abundância de espaço na casa, eles compreendem que a vinda de mais um membro não irá alterar essa circunstância.

Diferente seria a postura se a toca fosse apertada e superpopulosa.

Além disso, a amizade entre predadores e presas é mais comum em ambientes domésticos. Assim, é comum ver cães e gatos vivendo em harmonia dentro de casa, ou hamsters e felinos comendo do mesmo prato.


Como têm a segurança do abrigo, proteção e alimento, eles não se sentem ameaçados (na maioria das vezes).

Animais e os bandos

Os animais que atualmente vivem na companhia humana têm por instinto formarem bandos, por vezes. Dessa forma, um cachorro pode aceitar a companhia de outro animal que lhe pareça necessitado, aumentando o círculo de integrantes da sua matilha.


Gatos, que são  criaturas solitárias e pouco afeitas à sociedade, podem achar interessante receber outros bichos para sua companhia.

Predadores e presas

Nos Estados Unidos, um linguicinha chamado Milo, convive com um leão adulto em um zoológico. Há tempos eles se tornaram grandes amigos, provando que quando todas as necessidades estão satisfeitas, um leão e um cachorrinho conseguem ser melhores amigos.

Muitas outras histórias poderiam ser contadas, de cadelas que amamentaram gatos e vice-versa.

O que vale contar é que quando todos estão em segurança, a amizade é capaz de florescer. Mesmo entre inimigos históricos.