quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Por que o cachorro lambe a pata?

Por que o cachorro se lambe?


Algumas vezes o cachorrinho pode desenvolver alguns hábitos errados, como lamber algumas partes do corpo de forma insistente.

O ato pode ser uma resposta a algum incômodo temporário pelo qual ele esteja passando, ou pode ser algo mais grave e que talvez torne necessária uma visita ao veterinário.

Lamber com persistência determinadas partes do corpo pode causar sérios problemas de saúde ao animal, dando chances para que doenças oportunistas se instalem no seu organismo.

Isso porque o cão, por vezes, lambe-se até se machucar, retirando a defesa natural da pele.

Adestramento de Cães apresenta algumas das causas mais comuns para esse tipo de atitude.

Parasitas caninos

Alguns tipos de parasitas, como pulgas, carrapatos e ácaros podem causar infestações no bichinho, fazendo-o sentir-se desconfortável e o levando ao hábito de lamber-se.

Cabe lembrar que nessas condições o animal não vai apenas lamber as patas, ele vai mordê-las também, causando ferimentos.

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Embora seja possível observar com facilidade a presença de carrapatos, pulgas e ácaros são mais difíceis de verificar. Os ácaros, principalmente, por serem microscópicos, são descobertos mais pelo estrago que causam do que pela visibilidade que têm.

Nessa situação, a primeira atitude é livrar o animal da parasitose, aguardando alguns dias para verificar se ele abandonou o hábito.

Para isso, a melhor dica é levar o bichinho ao veterinário, que terá condições de receitar remédios específicos para o tipo de parasita.

Alergias também dão coceira


Cães alérgicos a determinados tipos de grama, ou pólen, ou outros elementos da natureza, podem sentir uma coceira irresistível nas patinhas.

A melhor forma de observar a situação é levando-o a passear em determinados locais e verificando se ele foi acometido por coceiras depois disso.

Ao passear com o pet em um gramado, por exemplo, ele pode começar a lamber insistentemente as patas, sinalizando a presença de algum tipo de alergia.

Campos em que existam muitas flores e que lhe causam vontade súbita de lamber as patinhas, podem ter que ser vetados do passeio.

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Uma solução mais radical e que serve apenas para cães que consigam se habituar, é a utilização de sapatilhas caninas, que irão evitar o contato com o alergênico. Veja aqui alguns exemplos.

Além disso, a coceira deve ser tratada para que os sintomas sejam aliviados. Uma boa dica é passar nas pés do bichinho um gel 100% Aloe Vera, para alívio imediato.

Por outro lado, algumas vezes a alergia está diretamente ligada à alimentação, através de algumas substâncias existentes na ração.

Em geral grãos ou determinados tipos de proteína podem desencadear a crise alérgica, sendo aconselhável a mudança da marca ou tipo de ração, o que pode ser determinante no combate ao hábito.

Lembre-se que a lambida do animal no mesmo local, várias vezes por dia, pode causar lesões na pele, o que torna bastante fácil a infecção - e mais difícil o tratamento.

Tédio ou ansiedade

O confinamento do cachorro durante várias horas por dia pode levá-lo a desenvolver algumas atitudes compulsivas, como lamber-se o tempo todo.

Nesse caso, é comum o animal desenvolver hábitos errados para passar o tempo, como latidos insistentes, uivos lamentosos, ou lambidas e coceiras prolongadas.

A melhor dica, portanto, é impedir que o bichinho fique entediado, deixando de mantê-lo confinado durante longas horas.

Sabemos, porém, que às vezes se torna obrigatório manter o animal preso e incomunicável durante parte do dia.

Caso seja impossível manter o mascote solto e fazer-lhe companhia o tempo todo, portanto, devem ser tomadas algumas atitudes para que o cão se sinta confortável ou, no mínimo, menos entediado e ansioso.

Brinquedos inteligentes e divertidos podem ser uma boa dica. Objetos que o entretenham durante as ausências do dono são formas de manter o cachorro sob controle quando deve ficar sozinho em casa.

Cachorros com dores

Alguns cães podem desenvolver dor ou outras formas de desconforto nos membros. Seja por ter fraturado, ou sofrido luxação, ou até mesmo desgaste.

Nesse caso, ele vai lamber por horas a fio a patinha, procurando atenuar a dor.

Seu dono deve ficar de olho nessas manifestações, pois o cachorro não tem como explicar o que está acontecendo, e a lambida é uma das maneiras com que ele sinaliza o desconforto.

Dores na coluna e displasia de quadril também podem fazê-lo lamber as patinhas.

O ideal é descobrir, através de exames e consultas, qual o desconforto que o animal sente, e onde está localizado, tratando-o, posteriormente.

Ao ser aliviada a dor, o normal é que o cachorro pare de se lamber tanto.

Adestramento de Cães

Quando for descoberta a causa, e resolvido o problema, o cão deve parar com o mau-hábito.

Entretanto, alguns cães podem acabar se habituando à atitude e, mesmo depois de livres do desconforto, podem continuar a se lamber persistentemente.

Torna-se necessário, dessa forma, um adestramento que os obrigue a parar com a mania.

Uma das formas mais simples é a utilização de loções com gosto amargo que, passadas no local problemático, forçam o animal a parar de se lamber, devido ao sabor.

Cabe lembrar que é necessário verificar se o produto não irá causar alergia ao bichinho, aplicando pequenas quantidades em uma área específica e verificando o surgimento ou não de reações.

A pele não pode estar machucada ou apresentando feridas abertas.

Com o tempo, o cachorro percebe que é melhor não se lamber com muita insistência.

Lamber nem sempre significa higiene

Nem sempre seu cachorro vai se lamber por prazer, ou por hábito higiênico. Às vezes o ato pode estar relacionado com várias outras dificuldades pelas quais ele esteja passando naquele momento.

Além disso, por vezes o animal lambe outras partes do corpo pelos mesmos motivos. Pode, inclusive, morder o rabo com violência e machucar-se.

O dono deve prestar atenção, acompanhando seu desenvolvimento.

É importante descartar rapidamente as causas do hábito, seja uma possível infestação de parasitas, ou alergia ou dor.

Quanto mais cedo se chegar à causa, menor a probabilidade do animal desenvolver alguma doença ou infecção invasiva.