Porque você não deve ter um cachorro

Para que serve um cachorro?


Sempre ouvimos sobre os benefícios que um cachorro traz ao seu dono, e à família, quando adotado ou comprado ou, de alguma outra forma, adquirido.

Sem dúvida, a posse de um animal de estimação que nos presenteia com amizade irrestrita e desinteressada é um dos motivos porque um cão é imbatível no convívio com as pessoas.


No entanto, nem sempre ter um cachorrinho é uma boa ideia, e há algumas situações em que é até desaconselhável.

Cães como objetos

Algumas pessoas acreditam que um cachorro de determinada raça ou porte pode ser um ótimo objeto de adorno para sua casa, e talvez faça sucesso entre seu grupo de amigos.

Por vezes um cão pode ser adquirido apenas para ser visto nos passeios, como uma espécie de instrumento de paquera. Nesse sentido, há alguns serviços de aluguel de cachorros, disponíveis na China e no Japão, onde o animal é alugado por horas ou dias, prestando seu serviço e sendo devolvido posteriormente.

O que alguns especialistas entendem, porém, é que esse tipo de situação não é benéfica para o cachorrinho.

Ao ser utilizado para fins específicos que não a companhia afetuosa, o cachorro sente falta da convivência e da troca de carinho e confiança.

Por outro lado, o cachorro que é mantido em casa como artigo de decoração pode sofrer de estresse, auto-mutilar-se e passar a demonstrar seu desagrado através de mordidas, latidos em excesso ou destruindo móveis.

Igualmente, o animal que é destinado ao aluguel, e usado durante algumas horas e depois devolvido, sente falta do vínculo com seu parceiro humano, podendo sofrer diversos distúrbios por causa disso.

Donos sem tempo

Outro grande problema enfrentado pelos animais é a falta de tempo que alguns donos enfrentam, tornando difícil a convivência com seu animal de estimação.


Há muitas pessoas que acreditam que determinadas raças de cachorro são projetadas para passar o dia todo sozinhas em um apartamento pequeno.


O que acontece, na verdade, é que algumas raças têm uma necessidade de exercícios menor do que outras, e, apesar de sentirem falta dos donos, não demonstram isso de forma tão veemente quanto outras raças. Isso não significa, porém, que esses cachorros não sofram se ficarem por longo tempo sozinhos e sem os cuidados de alguém responsável.

A falta de tempo, as muitas responsabilidades, os longos períodos ausentes de casa, são indícios de que a presença de um animal de estimação deve ser repensada.

Condomínios

Embora não seja proibida a presença de animais em condomínios, algumas vezes um mascote pode causar distúrbios no sossego alheio, trazendo discórdia entre vizinhos.


Nesse caso, é importante pensar na segurança do animal, pois não é raro sofrer agressões de condôminos mal-intencionados, que podem até atentar contra a vida do bichinho.

Em situações semelhantes, o adestramento e a escolha da raça correta para a vida em um apartamento são atitudes importantes a serem pensadas com antecedência.

Companheiros

Os cães, por serem criaturas companheiras e dedicadas, necessitam de donos interessados, disponíveis durante boa parte do dia.

A presença ativa do dono é importante para ensinar bom comportamento ao animal, adestrando-o para se comportar em sociedade.

Além disso, um cão precisa da companhia humana para se exercitar, brincar, demonstrar afeto.

Para um cão, estar ao lado do dono é, muitas vezes, mais importante do que estar entre seus semelhantes. 

A falta que esse faz, permanecendo muito tempo fora, causa transtornos ao animal.

De certa forma, muito embora a posse de um animalzinho de estimação seja uma das melhores experiências de amizade que uma pessoa pode experimentar, nem sempre é possível usufrui-la.

Nesses casos é melhor compreender que adquirir um cachorrinho pode não ser uma boa ideia, tanto para o dono quanto para o animal.

Caso sinta vontade de auxiliar os animais, é possível fazê-lo através da doação de ração, roupas (para o inverno) e recursos.

A adoção, embora deva ser incentivada, deve levar em conta a capacidade da pessoa em dedicar-se ao mascote, e o tempo disponível para ser dispendido na companhia deste.