Como o cachorro pega carrapato?

Carrapato no cachorro: como tirar

Não é difícil para seu animal pegar carrapato. 

Eles estão no meio-ambiente, em locais sujos e de pouca higiene, mas também em locais limpos e bem higienizados.

Mesmo na sua casa é possível, neste momento, que haja um foco de carrapatos. Animais domésticos estão sujeitos a sofrer com esses parasitas. E eles atacam todas as raças de cachorros.

Principalmente os filhotes são muito sensíveis e propensos a apresentar sintomas. Um cachorro tremendo pode significar que foi infectado.

O clima da maior parte do Brasil favorece o aparecimento deles e também sua proliferação, já que ele prefere ambientes quentes e úmidos.

Eles se locomovem com facilidade no chão, nas paredes e até mesmo no teto. E não se alimentam apenas do sangue do cachorro, mas também de bovinos, cavalos, gatos e até do ser humano. 

Por ser sensível à luz, ele prefere se esconder em ambientes escuros. 

O carrapato marrom é conhecido como o carrapato do cão (Rhipicephalus sanguineus), e habita lugares como canis, telhados, muros, cercas, amontoados de lixo, troncos de árvore, fendas no chão ou na parede, etc.

Além de causar muito incômodo aos animais, o carrapato pode transmitir algumas doenças bastante sérias, às vezes fatais e, por isso, deve ser combatido logo que se verificar a infestação no animal.

Nem sempre é possível vê-los quando ainda pequenos. Os carrapatos são melhor vistos quando já aderiram ao pelo do bicho e já sugaram uma boa quantidade de sangue. Eles podem triplicar de tamanho nessas ocasiões.

Ao perceber a aproximação do cachorro, o parasita aguarda e, na primeira oportunidade, sobe pelas patas do seu animal de estimaçao, embrenhando-se no seu pelo. Se o cachorro se deitar em um ambiente infestado, então, nem será preciso muito esforço por parte do carrapato.


Meu cachorro não para de se coçar

Obviamente o carrapato pode causar muita coceira no seu cachorrinho.

Ao procurar se aliviar, se coçando, o animal pode lesionar a própria pele, causando feridas de difícil cicatrização, levando-se em conta a saúde geral do mascote.

 Doenças transmitidas pelo carrapato

O carrapato é um importante disseminador de doenças. Pelos seus hábitos e por ser um parasita de difícil erradicação, seu combate é importantíssimo para a saúde dos animais.

Entre as doenças transmitidas, estão a Babesiose e Erliquiose.

Babesiose (piroplasmose) - mais comum em estados do nordeste do que no sul e sudeste, se não tratada pode ser fatal ao cachorro. Causada pelo protozoário Babesia canis ela destrói os glóbulos vermelhos do animal, causando um quadro grave e sistemático de anemia.

A infecção no inseto começa quando ele se alimenta do sangue de um cachorro contaminado pela Babesiose. 

As babésias se instalam nos ovos que são colocados pela fêmea do carrapato. Elas se fixam nas glândulas salivares das larvas e ninfas, se multiplicando. 

Quando o carrapato sugar o sangue de outro animal, irá transmitir a doença.

Depois de infectado, nos próximos um ou dois dias os parasitas no sangue irão se reproduzir. Isso acontece durante quatro dias, geralmente. Eles desaparecem do sangue por até 14 dias, retornando com mais força e intensidade.

Sintomas da Babesiose: febre, icterícia, fraqueza, depressão, urina escura, falta de apetite e palidez das membranas e mucosas.

Clinicamente é possível observar o aumento do baço e problemas nervosos e de coagulação. 

O cachorro pode estar apático depois de se exercitar moderadamente; também irá recusar a alimentação e não demonstrará alegria ou agitação. 

É possível que fique prostrado durante a maior parte do tempo, em um desânimo intenso. 

Muitos donos se espantam: "Meu cachorro está tremendo"! A causa é o parasita.

É desejável que o dono, quando perceber a presença do carrapato, retire-o rapidamente do pelo do animal. 

Depois disso é bastante importante que o cachorro seja vigiado para que os sintomas possam ser percebidos com rapidez.

Apenas com exames laboratoriais (de sangue) é possível verificar com certeza a presença de Babesiose no cachorro.

Tratamento para a Babesiose: o tratamento prevê a erradicação do parasita do ambiente habitado pelo cachorro, em um primeiro momento.

Quanto ao animal, deve receber remédios que combatam os parasitas presentes no sangue do cachorro (babesicida) e, posteriormente, passar por tratamentos que equilibrem o funcionamento do seu organismo, principalmente as funções renais e a anemia.

Erliquiose: doença infecciosa severa transmitida pelo carrapato do cão e causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis.

Transmitida mais frequentemente no verão, por causa da preferência do parasita pelo calor, a Erliquiose pode ser confundida com a Cinomose.

Assim como no caso da Babesiose, a Erliquiose é transmitida de um cachorro doente para outro saudável através da mordida do parasita. As bactérias irão infectar os glóbulos brancos do cachorro, destruindo assim suas células de defesa.

Sintomas da Erliquiose na fase aguda: quando infectado, o cachorro pode ter febre alta, falta de apetite e perda de peso. Isso pode acontecer em até três semanas depois de ser infectado. Não é incomum apresentar sangramentos (através do nariz ou na urina), manchas na pele, vômitos e muita dificuldade de respirar.

Fase média: o animal pode não demonstrar estar infectado. Eventualmente ele pode apresentar inchaço nas patas, falta de apetite, palidez nas mucosas, pequenas hemorragias ou significativa perda de visão.

Fase crônica: já fica possível perceber as mudanças na saúde do animal. Ele pode estar perdendo peso com velocidade e apresentar algum desconforto no abdômen. Além disso, pode haver um inchaço no baço, no fígado e nos gânglios linfáticos.

Nessa fase, a doença adquire características de doença auto-imune. O cachorro pode ficar propenso a outras infecções, já que seu sistema imunológico não está mais ativo. 

Ele pode apresentar pneumonia, diarreia, problemas de pele e outros sintomas.

Ele pode, também, apresentar sangramentos diversos, crônicos, devido ao baixo nível de plaquetas no sangue, além de cansaço ocasionado pela anemia.

Diagnóstico da Erliquiose: o bom diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais. No entanto, como a doença é bastante parecida com outras que o cachorro pode apresentar, é muito importante comunicar ao veterinário sobre a presença de carrapatos no animal. Isso auxilia o diagnóstico e apressa o tratamento.

Tratamento da Erliquiose: o animal pode ser tratado em qualquer fase da doença. Geralmente são prescritos antibióticos para o combate das bactérias. Além disso, é possível que o cãozinho necessite de transfusões de sangue e soro, dependendo da seriedade do quadro.

Não é possível saber quanto tempo de tratamento o cachorro precisará até a cura. Mas é possível prever uma duração de 21 dias (se ele estiver na fase aguda da doença) a 8 semanas (se na fase crônica).

Geralmente após 24 horas até 48 horas depois de iniciado do tratamento já é possível observar melhoras no animal.

Previna-se contra carrapatos

A melhor forma de evitar que seu cachorrinho passe por tudo isso é observando os locais onde ele brinca, passeia ou onde permanece a maior parte do tempo.

Como dito acima, o carrapato não escolhe muito onde se alojar. O ideal é que o dono do animal realize vistorias periódicas no canil, na casinha do cachorro, no pátio, até como forma de se prevenir contra o parasita. 

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